#11 Parte 1 - A blockchain no recrutamento e investimento
com Mário Ribeiro Alves, Taikai
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Sobre esta conversa
Mário Ribeiro Alves é co-fundador e CEO da Taikai, uma plataforma de gestão de hackathons que começou em 2018 com investimento da Bright Pixel. Não tem formação técnica — vem de economia e consultoria — mas identificou um problema no mercado enquanto trabalhava em corporate e depois em startups: empresas com inovação trancada dentro de portas, e talento disperso sem visibilidade.
A Taikai surgiu da observação simples de que hackathons são máquinas de inovação, mas lhes faltava gestão e ferramentas. A primeira versão foi lançada em março de 2019, e o MVP foi testado logo em eventos reais — incluindo o Pixel Scamp, o maior hackathon de Portugal na altura, com mil e seiscentas pessoas. A lição mais concreta do primeiro dia? Nunca fazer demos ao vivo com internet fraca. Depois vieram várias: quando a pandemia matou os eventos presenciais, tiveram que pivotar rápido para live streaming e matchmaking de equipas.
Os clientes da Taikai não são os participantes — são as empresas e associações que organizam hackathons. O valor que entregam é óbvio: uma plataforma que faz tudo, de A a Z, sem recurso a Excel ou Google Drive. Mas há uma segunda vantagem, menos visível: cada hackathon traz mais pessoas para o ecossistema, e hoje a Taikai tem mais de 50 mil participantes registados. Uma empresa que entra recebe acesso a essa comunidade, e a comunidade tem um lugar centralizado para encontrar oportunidades. Um caso concreto: a Kanda Weather precisava de um dashboard para prever o tempo em África. Um miúdo de 12 anos dos Estados Unidos desenvolveu a solução em React. Nunca teriam encontrado esse talento dentro de portas.
A visão de longo prazo é mais ambiciosa: deixar de ser apenas uma plataforma de hackathons e transformar-se num developer hub onde a comunidade participa em múltiplas formas — hackathons para inovação, hiring challenges para recrutamento, bounties para microtarefas contínuas. O objetivo é que alguém na plataforma tenha sempre algo a fazer, seja diariamente ou anualmente. Além disso, pretendem criar um fundo de grants pequenos para financiar projetos que saem dos hackathons mas nunca ganham vida, transformando-os em startups. Se conseguirem identificar talento e projetos válidos, os VCs virão.
A ambição é legitimar a inovação aberta como método de recrutamento e investimento, em vez de ser vista como marketing de marca.
Mário Ribeiro Alves, co Founder e CEO da Taikai é o nosso convidado para este episódio. A Taikai é uma plataforma que permite às empresas e organizações criarem hackathons e geri-los da melhor forma. A razão pela qual se distingue dos competidores é o facto de incorporar uma tecnologia blockchain na votação e análise dos projetos. Tem até o seu próprio token, os Kais, que os competidores recebem no final dos concursos e que promete ser o veículo de uma mudança no paradigma do recrutamento e até de investimento. O Mário Não tem um background tecnológico mas cedo se interessou por blockchain e criptocurrencies e isso ofereu-lhe a oportunidade de construir a Taikai e concretizar a sua visão de mudar o recrutamento, principalmente em áreas tecnológicas. Mais recentemente adquiriram a Bepro para se tornarem um bastião português em Web 3.0 e Crypto/Blockchain. Links LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/andre-albuquerque/ Taikai: https://taikai.network/en Bepro: https://www.bepro.network Álvaro Samagaio: https://www.linkedin.com/in/alvarosamagaio/ Diogo Malafaya: https://www.linkedin.com/in/diogomalafaya/ Founder Tales LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/foundertales/ Founder Tales Instagram: https://www.instagram.com/foundertalespodcast/ Founder Tales Twitter: https://twitter.com/FounderTalesPod