#11 Parte 2 - A blockchain no recrutamento e investimento
com Mário Ribeiro Alves, Taikai
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Sobre esta conversa
Mário Ribeiro Alves fundou a Taikai como plataforma de hackathons, mas a visão real é muito mais ambiciosa: transformá-la num ecossistema de trabalho contínuo para desenvolvedores. Antes de tudo, trabalhou numa consultora, depois num banco de investimento, onde começou a investir em Bitcoin e a explorar blockchain por iniciativa própria — tópico que o obsessiona desde 2015.
A transição da Taikai de um "organizador de hackathons ocasionais" para um developer hub assenta em três pilares: hackathons (ideias), hiring challenges (recrutamento de talento) e bounties (tarefas contínuas). O objetivo é manter a comunidade activa de forma recorrente — diária, semanal, mensal. A lógica é clara: uma hackathon acontece uma vez por mês, no máximo; um emprego duraria meses; mas um programa de recompensas pequenas cria movimento constante.
Os tokens Kai já circulam na blockchain e registam cada votação, cada prémio, cada contribuição — tudo transparente e imutável. Mas continuam a ser apenas gamificação interna. O passo seguinte é listá-los numa exchange e dar-lhes valor monetário real. Mário acredita que a comunidade deve depois decidir para onde vai o capital de investimento da Taikai, através de um sistema de governança descentralizada. Ou seja: sem o founder a escolher tudo.
Por que blockchain desde o início, e não uma base de dados tradicional? Porque a escala futura (a Taikai tem já mais de dois mil projetos) tornaria impossível à empresa avaliar tudo sozinha. Um sistema descentralizado com votação em cadeia garante que ninguém pode depois manipular o resultado — uma vantagem ideológica que compensa a desvantagem prática (um voto errado fica eternamente registado). A Taikai acredita que isto é o motor para atrair comunidades de verdade, como já vê acontecer com DAOs e outras startups Web3.
A expansão geográfica começou pela Europa (Alemanha, Áustria, Reino Unido), passou pelo Brasil (com parceria local) e agora atira-se aos Estados Unidos — onde acaba de fechar um desafio com a TikTok. O conselho que não lhe deram: não subestimar quanto tempo demora fechar uma ronda de investimento. Muitos founders imaginam que um pitch deck fechado em semanas; na realidade, é preciso um MVP e métricas reais, e tudo leva meses.
Segunda parte do episódio 2 com o Mário Alves da Taikai Na primeira parte falamos sobre o que é e como começou a Taikai, qual a proposta de valor que traz aos seus clientes e qual a visão a longo prazo que o Mário tem para a sua empresa. Nos próximos minutos o Mário vai contar-nos como pretende chegar a essa visão e como é que a blockchain e as crypto podem ser uma ferramenta importante nessa jornada Links LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/andre-albuquerque/ Taikai: https://taikai.network/en Bepro: https://www.bepro.network Álvaro Samagaio: https://www.linkedin.com/in/alvarosamagaio/ Diogo Malafaya: https://www.linkedin.com/in/diogomalafaya/ Founder Tales LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/foundertales/ Founder Tales Instagram: https://www.instagram.com/foundertalespodcast/ Founder Tales Twitter: https://twitter.com/FounderTalesPod