#16 Parte 1 - A influência do poder mental em motorsports e e-sports
com Carolina Amorim, EMOTAI
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Sobre esta conversa
Carolina Amorim é engenheira biomédica (2016) que começou a investigar como as emoções se refletem em padrões cerebrais e transformou esse trabalho num negócio de neuromarketing. Hoje é CEO da Emotai, uma startup que usa EEG (eletroencefalografia) para medir performance mental em contextos de alta pressão — primeiro em e-sports, agora também no simulador de Fórmula 1 do Instituto de Performance do Motorsports em Espanha.
A viragem aconteceu quando perceberam que a tecnologia fazia mais sentido a ajudar atletas a melhorar do que a vender produtos aos consumidores. O gaming foi o primeiro mercado porque os co-fundadores eram gamers, os dados eram abundantes (gravavam webcam, jogo, ondas cerebrais e ritmo cardíaco em simultâneo) e o desempenho era puramente mental. Depois chegou o motorsports — equipas como Red Bull e McLaren usam agora a banda para treinar pilotos.
O desafio operacional é real: cada cliente novo exige adaptações nos relatórios e métricas. Durante a pandemia, a Emotai descobriu por acaso que a maioria dos gamers não sabe ligar uma banda por Bluetooth. A solução foi enviar um adaptador USB próprio em cada kit — um detalhe simples que resolveu um problema logístico aparentemente invisível. Também não vendem diretamente aos jogadores, apenas aos institutos de performance e aos coaches.
O segundo passo foi criar exercícios prescritos. Os co-founders perceberam que mostrar dados não bastava; as pessoas queriam saber o que fazer. Trabalharam com performance coaches para adaptar técnicas de atletas de elite (como o Coherence Breathing, exercícios de HRV) em versões de 5 minutos com biofeedback. Um piloto com 45 colaboradores da Gulbenkian mostrou redução de 30% em ansiedade, 20% em burnout e aumento de 56% em produtividade — tudo em duas semanas.
Tudo isto com 4 pessoas: 3 co-founders (a Carolina faz CEO, sales, marketing e contabilidade) e 1 data scientist. A equipa quer triplicar. O timing deles foi improvável — levantaram o primeiro capital em 2018, entraram no Techstars justo antes da pandemia bloquear os investimentos, e aprenderam ali a comunicar com investidores. Hoje, a Emotai vende através de institutos e coaches porque sabe que a barreira real não é a tecnologia, mas como ela se integra no fluxo de trabalho de quem já treina atletas.
Desta vez trazemos mais uma Founder, Carolina Amorim CEO e co-founder da Emotai, uma startup focada em aumentar a performance de atletas de alta competição ou pro-gamers através da análise de neuro sinais captados com uma headband. Falamos sobre a emotai, do futuro da produtividade e dos desafios de gerir uma empresa em fase inicial e com uma equipa pequena Além disto, a Carolina falou sobre ser mulher no papel de founder e CEO e do que tem feito para ajudar outras mulheres a vingarem como empreendedoras Se gostarem do episódio partilhem com alguém que saibam que também vai gostar, aproveitem para nos seguirem nas redes sociais, LinkedIn e Instagram e não percam a segunda parte já na próxima semana Links LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/carolina-amorim/ EMOTAI: https://www.emotai.tech Álvaro Samagaio: https://www.linkedin.com/in/alvarosamagaio/ Diogo Malafaya: https://www.linkedin.com/in/diogomalafaya/ Founder Tales LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/foundertales/ Founder Tales Instagram: https://www.instagram.com/foundertalespodcast/ Founder Tales Twitter: https://twitter.com/FounderTalesPod