#21 Parte 2 - Estratégias de financiamento e crowdfunding
com Rodrigo Pessoa Jorge, Offcoustic
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Sobre esta conversa
Rodrigo Pessoa Jorge é founder e CEO da Offcoustic, uma startup portuguesa que desenha e produz cabines de chamadas para empresas. Começou o negócio com menos de 1.500 euros do seu bolso, trabalhando sozinho enquanto tentava sobreviver com as primeiras vendas, e hoje tem uma equipa de três pessoas full-time e uma part-time.
A decisão de usar crowdfunding em vez de venture capital ou bank loans veio de uma necessidade prática: o modelo de negócio era demasiado particular, o produto ainda não estava completamente provado, e os investidores tradicionais pediam avaliações mais agressivas do que fazia sentido na altura. Com a GoParity, Rodrigo conseguiu financiar duas campanhas (uma de 75 mil euros para 49 cabines já comprometidas com clientes), mantendo controlo sobre as condições e tendo tempo para validar o mercado antes de mais capital dilatar a empresa.
O timing do financiamento é uma decisão de negócio, não uma religião. Rodrigo insiste nisto: há startups que precisam de dinheiro cedo, outras que nascem da criatividade sob restrições severas, e a Offcoustic foi a segunda. O que importa é responder a duas questões — tenho clientes? — e depois escolher o instrumento financeiro que melhor se adequa ao estágio. No seu caso, crowdfunding funcionou porque o risco era compartilhado com quem realmente acreditava no produto, não com gestores de fundos a quilómetros de distância.
A questão da sustentabilidade não apareceu depois, como cosmético de marketing. Rodrigo desde o início quis construir cabines mais responsáveis: produção local em Portugal (menos transportes), pet felt feito de garrafas plásticas recicladas, e 100 árvores plantadas por unidade (já financiou cerca de 8 mil). Não é perfeito — admite que há muito caminho a fazer — mas é genuíno o suficiente para a GoParity o aceitar como um projeto com impacto real.
O que Rodrigo poderia ter entendido mais cedo é algo que agora o diferencia como fundador: a mentalidade de quem faz startups é radicalmente diferente da mentalidade do resto. Outros fundadores ajudam-se, pensam em escala mesmo com recursos mínimos, veem problemas como desafios a resolver e não como razões para recuar. Ele recomenda que qualquer pessoa a começar procure conversas com outros fundadores, partilhe dúvidas no WhatsApp, e construa uma rede de pessoas que entendem a loucura. É a mentalidade que muda o jogo, não o dinheiro.
Este episódio é a segunda parte da conversa com o Rodrigo Pessoa Jorge, se não ouviram a primeira parte, vão ouvir antes de começarem esta. Para relembrar, o Rodrigo é founder e CEO da Offcoustic, uma startup que disponibiliza cabines de chamadas ou as ditas phone booths para empresas. Na primeira parte falamos mais sobre como surgiu a ideia e alguns detalhes sobre o negócio e o início da sua jornada. Nesta segunda parte falamos sobre estratégias de financiamento e quais as mais adequadas a cada caso. Ouçam sobre os detalhes da campanha de crowdfunding que fizeram com a GoParity para se financiarem e crescerem e a lógica que levou o Rodrigo a optar por esse método de financiamento menos convencional para empresas B2B. O nosso convidado falou-nos também das suas experiências e projetos falhados e da mentalidade peculiar que aos olhos dele caracteriza um Founder. Partilhem o episódio e as dicas do Rodrigo com os vossos amigos e familiares que se calhar estão a pensar lançar um produto em crowdfunding
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