De estagiário a CEO e o problema do networking
com Diogo Oliveira, Cirquely
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Sobre esta conversa
Diogo Oliveira começou como estagiário na Deloitte em 2013, testou quatro áreas em seis semanas e percebeu que o ritmo corporativo não o satisfazia. Passou por Sabor é Nostro, um e-commerce de produtos regionais que vendeu três anos depois, e em 2016 aceitou um cargo de operações na Landing Jobs com um salário de 750 euros líquidos — uma queda abrupta dos 1.300 que recebia nas Iníanes. Subiu a head of sales e depois a CEO, liderando a expansão europeia da marketplace de recrutamento tech.
A Landing Jobs diferenciava-se do LinkedIn através de uma abordagem obsessiva com a experiência do candidato. No arranque, a equipa telefonava manualmente para os top 50 inscritos por dia, oferecia feedback contínuo, e aplicava testes técnicos uma única vez para múltiplas candidaturas. Isto funcionou: as comissões por colocação na Alemanha chegavam aos 8 mil euros, três vezes o valor em Portugal, porque os salários também eram proporcionalmente maiores. Diogo identifica um padrão: quanto mais difícil o mercado, mais as empresas pagam para resolver o problema.
Mas Diogo viu um vazio mais profundo. «O LinkedIn está há vinte anos numa posição confortável, a migrar para um caminho diferente.» Desde que foi adquirido pela Microsoft em 2016, transformou-se numa máquina de extrair valor — não em ferramenta de professional development ou networking genuíno. Ninguém estava realmente a desafiar isto. Daí nasceu Cirquely, uma plataforma que usa IA para conectar automaticamente profissionais com pessoas relevantes do ponto de vista de carreira, indústria, competências e interesses — não com base em algoritmos alimentados por publicidade.
O MVP ainda está em desenvolvimento, mas a ambição é clara: um network onde o match acontece no sign-up, sem intermediários. Diogo aprendeu na Landing que o recrutamento é um negócio de relacionamento humano, não de escala pura. Cirquely promete fazer aquilo que a rede profissional mais valiosa do mundo deixou de fazer: conectar pessoas certas, de forma simples, sem ruído.
Neste episódio de Founder Tales o nosso convidado foi o Diogo Oliveira - founder da Cirquely, uma startup ainda em construção!
Para além de estar a construir a Cirquely, o Diogo já fundou e vendeu uma empresa de venda de produtos tradicionais portugueses e passou também pela LandingJobs
Foi aqui na LandingJobs que fez o seu percurso estelar, começando como estagiário e subindo até CEO
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