Como capitalizar as oportunidades da Pandemia e ida ao Shark Tank
com Jomi Monteiro, MAFMO Investimentos
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Sobre esta conversa
João Mi é um empreendedor que não segue o script: fundou uma startup de viagens (Nomad Movement), uma plataforma de guias locais (Azarco), uma agência de marketing digital (Bastarda), vendeu a sua parte, e agora gere um portfolio de cinco restaurantes e uma empresa de catering no Porto, sempre como investidor operacional, nunca apenas financeiro. O seu percurso passa por Silicon Valley (Draper U), Shark Tank português, e várias falhas que o moldaram mais do que os sucessos.
A trajetória começou com uma aplicação para organizar memórias de viagem (Nomad Movement), evoluiu para um marketplace de experiências locais autênticas (Azarco), mas chocou com a realidade brutal do turismo: custos de aquisição altos, lifetime value baixo, clientes que viajam uma ou duas vezes por ano. O investimento inicial foi de 100 mil euros em pre-seed, enquanto concorrentes como "With Locals" levantavam 500 mil. Quando os investidores antigos quiseram sair e não havia nova ronda à vista, teve de despedir a equipa de cinco pessoas — uma decisão que descreve como «uma das coisas mais difíceis que fiz em toda a minha vida».
Na Bastarda, a agência de marketing, trouxe um rigor que faltava à indústria portuguesa: métricas reais, cost per acquisition, conversion rates, análise de dados. Enquanto agências tradicionais diziam «fizemos um post bonito no Facebook», a Bastarda trabalhava com números. Chegou a 22 pessoas, 1 milhão de faturação anual, clientes como Continente e Hyundai. Vendeu a sua parte para trabalhar na empresa de artes gráficas da família — experiência que hoje descreve como «não aconselho a ninguém» — mas o cash out seduzia-o depois de uma falha anterior.
Na restauração, onde entrou sem background técnico, adota a mesma filosofia de startups: testar barato, rápido, iterar. O pior investimento foi a Quinta de Nocegrato, onde tentou forçar um restaurante num conceito de paddle que não pegou. Agora testa novos modelos com ghost kitchens, aproveitando a cozinha existente para lançar marcas novas. A empresa de catering (Taylor Meal) é a cashcow: criou um nicho de casamentos personalizados e corporativos, dobrou vendas sucessivamente, e gere duas quintas em regime de exclusividade.
No Shark Tank português, recusou uma proposta do Mário Ferreira porque teria diluído a valorização anterior (de 500 mil para valores inferiores) — uma decisão que, em retrospetiva, questiona. O que o move não é fechar rodas de investimento, mas construir máquinas de rentabilidade em sectores que o intrigam. «O meu background não era nada disto», diz sobre restauração, imobiliário, saúde. «Mas acho que só assim é que uma pessoa cresce.»
Neste episódio tivemos connosco o Jomi Monteiro, um serial entrepreneur com muitos projetos a decorrer.Foi o responsável por grande parte dos testes rápidos que se fizeram em Portugal o que consequentemente permitiu abrir as atividades mais cedo. Chegou mesmo a trabalhar com gigantes como a Unilabs.Criou também uma agência de publicidade onde trabalhou um dos nossos antigos convidados e que produziu campanhas para as maiores marcas portuguesas. O Jomi foi ao Shark Tank apresentar um outra ideia que tinha e contou-nos como foi a experiência. Quer aproximar-se de novo do mundo mais tecnológico e tem o seu plano delineado
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