A maior rede de carregadores da Europa
com Luís Santiago Pinto, Powerdot
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Sobre esta conversa
Luís Santiago Pinto é CEO da PowerDot, operador de rede de carregadores para veículos elétricos com presença em seis países europeus. Vem de uma carreira em tecnologia e é um dos quatro cofundadores que ainda estudavam juntos no liceu quando decidiram atacar o problema da mobilidade sustentável.
A tese fundadora foi radical: em vez de replicar o modelo das bombas de gasolina (superchargers em autoestradas), colocar carregadores nos sítios onde as pessoas já vão — supermercados, centros comerciais, restaurantes, hotéis. A experiência de carregamento deixava de ser um objetivo e passava a ser uma consequência da rotina diária. Os primeiros testes foram em Lamego (centro urbano pequeno), Amoreiras e Braga Park, provando que havia procura mesmo onde faltavam concorrentes.
O modelo de negócio é simples mas capital-intensivo: PowerDot investe, instala e opera os carregadores; proprietários cedem espaço e partilham receita. Não competem com carregamento em casa — 80% das pessoas urbanas não conseguem carregar em casa, seja por viver em condomínio ou falta de potência. A margem vem da diferença entre o preço de compra de eletricidade e o preço cobrado aos utilizadores. Carregador em casa custa 1,5€ por 100 km; na rua anda entre 4,5€ e 8€; gasolina ronda 10-11€. A escala de 500 milhões levantados é necessária porque isto é um negócio de infraestrutura — capex em ativos que ficam no terreno, não só overhead.
A expansão internacional funcionou porque a PowerDot recusou o modelo de founder a pilotar cada mercado. Em vez disso, contratou líderes locais com expertise regional, deixando-os adaptar a tese a regulações e dinâmicas diferentes. O que era escalável era a tecnologia — o software de operação funciona igual em Espanha, França, Bélgica, Polónia. Hoje opera em seis países e é o quarto maior operador europeu de carregadores (contando todos, não só independentes).
Um detalhe revelador: PowerDot nunca se apresentou como startup. Chamam-se scale-up porque encontraram product-market fit muito cedo e desde aí focam-se em escala pura. Também não divulgam avaliação nem celebram rondas de financiamento como objetivo — tratam parcerias com proprietários de espaços com o mesmo nível de importância que uma rodada de equity de 165 milhões em dívida com grandes bancos europeus. Não é hype, é infraestrutura.
Neste episódio falamos com o Luís Santiago Pinto, fundador da Powerdot que é a maior rede independente de carregadores de carros elétricos da Europa.
O Luís contou-nos como angariou o dinheiro para instalar os primeiros carregadores e de seguida fundar a startup. Discutimos qual a relevância de uma startup ter ou não estatuto de unicórnio e por que razão não é muito presente no ecossistema português.
A Powerdot levantou já $500M, um número bastante alto para uma empresa - existe uma razão para a necessidade deste dinheiro todo
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