Turistas de AI atrás do Hype
com Roberto Machado, Subvisual
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Sobre esta conversa
Roberto Machado fundou a Subvisual há 15 anos como uma software house de Ruby on Rails em Portugal. Depois de perceber que o mercado local era pequeno, expandiu para os EUA e acabou por transformar a empresa num Venture Studio — um modelo híbrido onde a Subvisual investe tempo, talento e capital em troca de equity (ou tokens, nos projetos blockchain) nos negócios que ajuda a criar. Hoje, entre a gestão do core da Subvisual, a CEO da Quill Finance (uma stablecoin em desenvolvimento), parcerias na Laika e no fundo Lightshift Capital, Roberto mantém uma exposição transversal a Web3 e AI sem cair na armadilha de saltar para a próxima "shiny thing".
O modelo de Venture Studio explica-se por uma razão prática: founders experientes, na terceira ou quarta empresa, sabem que montar equipa, recrutar CTO, fazer MVP é custoso e demorado. Trabalhar com a Subvisual reduz esse risco inicial, o chamado "zero to one". Dos 49 investimentos já feitos, quatro chegaram a saída (eTrust, CoverFlex, entre outros), o que permite reinvestir e manter o negócio sustentável sem depender inteiramente de cheques.
Nos últimos três anos, Roberto evoluiu de equity para tokens como compensação. Em blockchain, um token é frequentemente o motor de um protocolo — pode servir para pagar taxas (como Ethereum), governar decisões (voting), ou alimentar economias descentralizadas. O risco? Saturação. Existem já milhares de protocolos diferentes, muitos sem utilidade real. Roberto acredita que ainda estamos no início da tokenização, mas reconhece que nem tudo o que sobe vai descer sem deixar cadáveres.
No pivot para AI, Roberto recusa ser turista. Viu colegas mudarem de blockchain experts para AI experts "num dia" — prática que rejeita como insustentável. Em vez de pular para a IA, escolheu investir em founders como Ricardo Macedo (Laika) que constroem Studios de IA desde o zero. A intersecção entre blockchain e AI é inevitável: provar origem de dados treino, direitos de autor automáticos (Story Protocol), identidade descentralizada. O desafio real é que AI exige capital e talento exponencialmente maior que Web3; construir infra é caro. Mas construir aplicações em cima de modelos open-source é mais barato do que nunca — e é nesse espaço que startups pequenas podem fazer 100 milhões de ARR antes dos cinco anos.
Neste episódio tivemos uma pessoa que já veio a Founder Tales há uns anos. Gravamos com o Roberto Machado, founder e CEO da Subvisual, uma empresa que está na base da criação de uma série de startups portugueses.
O Roberto é um dos poucos empreendedores em série em Portugal e contou-nos como lida com as mudanças da atenção dos investidores e o hype das diferentes áreas.
Falamos sobre os turistas de AI, construir em crypto durante uma downturn e como ensinar as crianças a usar AI de forma responsável
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