Criou a empresa para melhorar a experiência que teve como cliente
com Pedro Barbosa, Wise Pirates
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Sobre esta conversa
Pedro Barbosa é fundador da Wise Pirates, uma empresa que mistura agência de marketing digital com consultoria de tecnologia e e-commerce — nem pura agência, nem puro consultoria. Antes disto, ajudou a criar o I Love Porto, uma das maiores páginas de comunidade sobre a cidade, que cresceu com base em conteúdo partilhado por utilizadores e atingiu 400 mil seguidores sem qualquer estratégia de monetização.
A decisão sobre o I Love Porto é reveladora do seu pensamento: quando a Meta criou um programa para páginas de «interesse público» ganharem visibilidade orgânica, Pedro recusou-o. Razão: o programa exigia cessão de direitos sobre conteúdo que não era seu — era dos utilizadores. Preferiu perder crescimento a comprometer a privacidade da comunidade. Hoje a página continua viva, com reach orgânico de 30 a 40 mil pessoas por post, mas cresce muito mais devagar do que poderia.
Na Wise Pirates, que fundou em 2017, recusou-se a ser apenas mais uma agência de marketing num país com 20 mil agências. O modelo é diferente: em vez de guardar conhecimento e monetizar à parte, capacita os clientes enquanto entrega valor — ensina métricas, implementa ferramentas, forma equipas. Trabalha tanto com PMEs (onde é «one stop shop» digital) como com grandes empresas (bancos, retailers). Há casos em que clientes internalizaram competências que ele próprio ajudou a construir e simplesmente contrataram-no para outras áreas.
Sobre maturidade digital — conceito que usa para descrever a evolução das empresas — é direto: o que limita a maioria das empresas portuguesas não é a dimensão do país, mas o mindset dos empresários. Tecnologia é fácil de adotar; mudar mentalidades demora. Por isso recomenda aos clientes que façam bootcamps e projetos piloto com Generative AI, não apenas formações teóricas. As pessoas aprendem fazendo, falhando, rindo dos resultados — e depois disseminam esse conhecimento internamente.
Três pilares preocupam-o para todas as empresas: Generative AI, segurança digital (especialmente para PMEs, alvo fácil de ataques) e automação de processos. Wise Pirates está a reconstruir a sua estratégia à volta disto. O ponto interessante: ele não acredita que empresas capem depois de educadas — porque o mercado muda demasiado rápido e porque parceiros de confiança são raros, e as pessoas retêm-nos quando os encontram.
Mais um episódio de Founder Tales, desta vez com o Pedro Barbosa, fundador da Wise Pirates, uma agência de Marketing, que não é só uma agência de Marketing.
Pedro Barbosa fundou a empresa depois de perceber que os parceiros que tinha quando trabalhava com agências não estavam a acompanhar as tendências e entregar a qualidade necessária. Um exemplo de como estar atento a oportunidades para criar valor.
Não é só uma agência porque trabalha muitas mais vertentes, desde a parte de dados, até ao marketing tradicional, passando pela performance e capacitação dos colaboradores.
É um formato diferente que pode ser chave para um marketing mais eficiente.
O Pedro defende que todas as empresas, sem exceções devem usar AI, ou arranjar use cases de AI o mais rapidamente possível, e começarem a experimentar com esta tecnologia.
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