Emigrar para Portugal
com Diego Sampaio, Globalfy e
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Sobre esta conversa
Diego Sampaio começou a programar com 12 anos, criou o primeiro negócio aos 17, e passou os últimos duas décadas a construir e vender empresas. Passou 10 anos nos EUA (2014-2024) construindo a GlobalFi, uma SaaS que ajuda empresários não-americanos a abrir e gerir operações nos Estados Unidos, e mudou-se para Portugal no ano passado com o objectivo de aprender, não de construir algo novo.
A história da GlobalFi nasceu de uma dor pessoal. Em 2011, Diego tinha um software de cartão pré-pago que queria vender nos EUA, mas não sabia como navegar o sistema fiscal e legal americano. Contratou um prestador de serviços para abrir uma empresa lá, mas quando quis mudar-se em 2014, descobriu que a empresa tinha sido cancelada e devia impostos. Começou a publicar conteúdo educativo sobre como abrir empresas nos EUA, e as pessoas começaram a pedir-lhe ajuda directamente. Desde 2015, a GlobalFi cresceu para mais de 10 mil clientes, com receita evergreen através de três pacotes de subscrição anuais (desde os 588 dólares até aos 5000).
O modelo de negócio combina produto e serviço. A plataforma automatiza tudo o que é possível — desde a recolha de dados até à preparação de impostos — mas o diferencial está no suporte contábil e na orientação. «A ferramenta é fácil, mas você quer falar com alguém quando tem uma dúvida específica», explica. Enquanto competidores oferecem software de contabilidade puro ou serviço manual puro, a GlobalFi entrega os dois, o que permite escalar sem sacrificar qualidade.
Diego ainda tem o instinto de construir — desenvolveu uma ferramenta chamada ZapLogger que integra WhatsApp com CRM, com dois clientes pagantes no Brasil a gerar 15 mil euros de receita mensal. Mas agora processa decisões de forma diferente: já não é o desespero de ganhar dinheiro, é a curiosidade de aprender. Por isso a GlobalFi continua a ser prioridade, e o ZapLogger fica na gaveta. A diferença, diz, está no objectivo pessoal: alguns querem 5 mil euros por mês e nada mais; outros vêem potencial para 50 milhões. Ambos são válidos, mas exigem energias diferentes.
O que separou as três empresas que vendeu (e os produtos que deixou morrer) das que cresceram foi menos a ideia inicial e mais a capacidade de se adaptar. «Quase todo mundo que falou com a gente nos primeiros anos, eu pensava: este produto não vai dar. Mas o gajo era determinado, testava, ajustava, e funcionava.»
Neste episódio de Founder Tales falamos com o Diego Sampaio, fundador da Globalfy e um empreendedor em série.
O Diego começou a lançar produtos e empresas no Brasil, onde criou uma das primeiras empresas que geria programas de fidelização de lojas (cartões de pontos).
Depois quis internacionalizar a sua empresa e percebeu uma dor maior: criar empresas nos USA sem ser residente.
Assim criou a Globalfy, o seu desafio atual.
Emigrou para Portugal para conhecer desafios novos e fez um esforço ativo para conhecer o ecossistema Português - É um dos partners da Laika
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